Há bicicletas que chegam ao fim da sua vida: o quadro está rachado, a ferrugem tomou conta de tudo, ou reparar seria mais trabalhoso do que vale a pena. Deixá-las abandonadas numa esquina ou na arrecadação não resolve nada. Com um pouco de atenção, é possível dar-lhes um destino útil, em vez de simplesmente as deitar fora.
Primeiro, vê com honestidade se ainda tem arranjo. Às vezes, uma bicicleta que parece perdida só precisa de pneus novos, de uma corrente limpa e de travões afinados. Se for esse o caso, talvez alguém da tua rua, da tua família ou da tua escola a queira. Uma bicicleta arranjada pode ter uma segunda vida, e dar alegria a outra pessoa.
Peças que ainda servem
Mesmo quando o quadro está estragado, muitas peças ainda podem servir. O selim, o guiador, a campainha, o farol, o cesto ou o suporte de bagagem podem ser aproveitados noutra bicicleta. Retira-os com cuidado, limpa-os e guarda-os numa caixa. Assim, quando precisares de uma peça, talvez já a tenhas em casa.
Há oficinas e grupos de bairro que gostam de receber bicicletas velhas para as desmontar e reutilizar as peças. Pergunta em oficinas locais, na escola ou junto de associações se aceitam a tua. Alguns projetos usam-nas para ensinar as crianças a reparar, o que é uma boa maneira de dar sentido a uma bicicleta cansada.
O que não tiver aproveitamento deve seguir para reciclagem. As bicicletas são feitas sobretudo de metal, que pode ser reaproveitado. Informa-te sobre os locais de recolha da tua zona e leva lá o que sobrar. Não a deixes na rua, junto de um contentor ou num terreno, pois isso incomoda os vizinhos e prejudica o ambiente.
Antes de entregares a bicicleta, retira as tuas coisas pessoais e limpa-a um pouco. Se puderes, tira uma fotografia como recordação. Despedires-te de uma bicicleta que te acompanhou durante anos pode ter algum peso emocional, e não faz mal. O importante é que ela tenha um fim digno, e que tudo o que ainda serve seja usado por alguém.