Um vizinho precisa de ir depressa a um sítio, um amigo quer dar uma volta durante o fim de semana, ou um familiar está de visita e gostava de pedalar um pouco. Emprestar a bicicleta é um gesto simpático, que fortalece as relações. Mas convém pensar em algumas coisas antes de entregar a chave do cadeado, para que tudo corra bem para os dois lados.
Antes de emprestar, dá uma vista de olhos à bicicleta. Os pneus estão cheios, os travões funcionam, as luzes acendem? Uma bicicleta em mau estado pode ser perigosa para quem a usa, e a responsabilidade moral é tua. Se houver algum problema, é melhor arranjá-lo primeiro ou dizer com clareza que a bicicleta não está em condições.
Combinar o essencial
Adapta a bicicleta à pessoa. Se for mais alta ou mais baixa do que tu, ajusta o selim e o guiador, e mostra como se faz. Explica também como funcionam os travões e as mudanças, porque cada bicicleta se comporta de maneira diferente. Uma volta de teste no quarteirão ajuda a sentir se está tudo bem. Se possível, empresta também um capacete.
Fala do cadeado. Diz onde a pessoa deve trancar a bicicleta e entrega-lhe a chave, ou explica onde fica a chave de reserva. Pede que a bicicleta não seja deixada ao relento durante muito tempo. Uma bicicleta bem trancada e num sítio com gente tem muito menos hipóteses de desaparecer.
Combina quando a bicicleta volta. Pode ser ao fim do dia, no domingo ou na próxima semana. Ter uma data clara evita que a bicicleta fique semanas numa casa que não é a tua. Fala também, com simplicidade, do que acontece se algo se estragar: quem paga o arranjo, quem leva à oficina. Uma conversa curta, em tom amigável, evita muitos desentendimentos.
Quando a bicicleta voltar, vê como está. Se tudo estiver bem, agradece e diz que podem repetir. Se houver algum problema, fala com calma, sem acusações. E lembra-te de que também podes dizer não: nem todas as bicicletas devem ser emprestadas, e há momentos em que precisas dela. Emprestar com cabeça é bom para a bicicleta e para a vizinhança.